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E-mail Marketing e a falta de foco no Cliente.
Por Don Pepers
O Forrester
Research, em uma recente pesquisa, deu nota vermelha –
novamente – para quase todas as mensagens de e-mail
comercial enviadas com a permissão do cliente. No relatório
“The Best and Worst of Email Marketing In 2006”
(“O Melhor e o Pior do Email Marketing em 2006”),
a empresa de pesquisa verificou tudo, desde o processo de
cadastramento até a criação da mensagem,
e concluiu que há falhas em praticamente tudo. Somente
um, o boletim diário com as manchetes do The New York
Times, foi aprovado.
“Vários e-mails ainda são newsletters,
que não levam o consumidor à ação
e não oferecem nenhuma possibilidade de interação”,
diz Shar VanBoskirk, analista sênior e autora do relatório.
“E muitos ainda continuam como as antigas brochuras
– trazem uma figura bonita, mas não é
possível responder e enviar a minha opinião
ou solicitar mais informações”.
O Forrester analisou 63 campanhas de e-mail marketing em seis
indústrias – produtos e serviços de negócio,
bens de consumo, serviços financeiros, mídia,
varejo e turismo. A pesquisa concluiu que, do início
ao fim, os e-mails ainda são enviados sem direção
definida e com falta de foco no cliente.
Trinta e três (52 por cento) das linhas de assunto dos
e-mails descreviam o conteúdo do email, mas não
davam uma idéia da vantagem que leitor teria ao abrir
a mensagem. Somente 11 programas atendiam os requisitos básicos:
facilidade de leitura rápida, volume de conteúdo
razoável, e utilização de tópicos
e títulos de maneira eficaz, para auxiliar a navegação.
Vinte e nove programas colocaram os links que levam à
compra (como um carrinho de compras, por exemplo) no rodapé
do email, e vinte e cinco dos programas eram quase impossíveis
de ser entendidos sem as figuras.
Mesmo os processos para atrair opt-ins foram abaixo do esperado.
Somente 27 das empresas analisadas ofereciam a possibilidade
de cadastramento em suas home pages. Todos os segmentos foram
reprovados, exceto varejo. As empresas podem estar valorizando
demasiadamente a necessidade de práticas de privacidade
e de processos de descadastramento on-line, esquecendo, no
entanto, de realizar ações claras e objetivas
para adquirir a confiança e a atenção
do cliente em primeiro lugar. “Inserir um email de convite
na home page é provavelmente a ferramenta mais efetiva
em termos de custo-benefício que qualquer profissional
de marketing pode identificar, então porque vocês
não promovem isso?”, pergunta VanBoskirk.
Os bancos
precisam investir mais em e-mail
Surpreendentemente, as organizações de serviços
financeiros ficaram em último lugar entre as empresas
analisadas. Tipicamente, elas são consideradas líderes
em contatos on-line com os clientes, mas VanBoskirk não
fica impressionada com as suas estratégias de email.
“Dois fatores estão puxando as empresas de
serviços financeiros para baixo. Elas têm sido
lentas em adotar o email como um meio de comunicação,
por isso, não têm tido muitas chances de experimentar
coisas diferentes”, diz ela. “E seus
e-mails são muito focados em oferecer produtos. [Os
clientes] querem que as suas necessidades sejam satisfeitas,
não somente ouvir sobre o que você quer vender”.
As empresas das áreas de comunicação,
varejo e turismo foram as três melhores indústrias
colocadas, graças aos links que levam à compra,
à facilidade de realizar transações,
ao bom uso de texto e imagens e à boa comunicação
de marketing. Empresas de bens de consumo e B2B vêm
em seguida, com serviços financeiros por último.
O Forrester foi, do mesmo modo, negativo sobre as práticas
corporativas de email e campanhas, em um estudo sobre o assunto
realizado em 2003.
“Por alguma razão, as pessoas ainda recebem respostas
a e-mails mal feitos – os spammers também usam
(maus) princípios e as pessoas ainda respondem, por
isso você recebe essas mensagens”, diz VanBoskirk.
“Imagine os resultados que as empresas poderiam
ter se enviassem bons e-mails”.
Ela reconhece que o Forrester gosta de manter um alto padrão
para desencorajar a complacência.
“Quando olhamos para isso em 2003, o consumidor
também era menos avançado e possivelmente recebia
uma quantidade menor de emails, por isso a competição
era mais fácil”.
"Mudamos a metodologia para que a avaliação
reflita nossas expectativas a respeito dessas campanhas, e
se estamos fazendo nosso trabalho bem feito, sempre haverá
pessoas interessadas", ela diz. “Nós
queremos sempre incentivar as pessoas a pensarem sobre a próxima
série de boas práticas”.
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