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O
poder dos Vales Presentes
Por Kevin Zimmerman,
Editor Sênior - www.1to1.com.br
No ano de 2007, o mercado de vales-presente quebrou todos
os seus recordes anteriores. Segundo a Federação
Nacional dos Varejistas (dos Estados Unidos), foram totalizados
26,3 bilhões de dólares em vales-presente, e
a média de gastos por cliente aumentou de U$112,59
em 2006, para U$116,51 em 2007.
Este cenário otimista foi confirmado pela pesquisa
da American Express Gift Cards , que identificou a intenção
dos cidadãos norte-americanos de utilizar 25% da verba
destinada às compras de natal em vales-presente. O
resultado superou os índices de anos anteriores: 18%
em 2006 e 13% em 2005.
Embora esse novo “meio de pagamento” esteja em
alta, grande parte dos varejistas não tem utilizado
os vales como deveria – como uma chance de coletar informações
sobre seus clientes.
“Os vales são ótimos por fazerem parte
de um mercado em crescimento”, afirma Todd Ilberg, gerente
de contas da e-Dialog, “mas ao mesmo tempo trata-se
de um recurso subutilizado”. A pesquisa sobre consumo,
realizada em 2007, apontou que muitos cartões não
foram trocados por mercadorias. Vinte e sete por cento dos
respondentes ainda não haviam usado seus vales recebidos
em 2006. A Tower Group, empresa que desenvolveu a pesquisa,
estima que US$7,8 bilhões, sob a forma desses cartões,
foram perdidos durante o ano de 2007.
A falta de melhores práticas resultou em uma abordagem
completamente desorganizada. “Certas empresas permitem
que uma pessoa utilize o vale-presente apenas pela internet,
outras apenas na loja física, enquanto algumas permitem
ambas as formas de troca”, observa Ilberg. Um outro
grande problema é a data de expiração,
que as lojas utilizam para o controle contábil, mas
que podem enfurecer os clientes.
Segundo Ilberg, o maior problema em relação
ao assunto é que muitas empresas ainda não percebem
a oportunidade de conquistar insights sobre clientes a partir
dos vales-presente. “As empresas sentem que precisam
desse mecanismo de venda, mas nunca houve um estudo sobre
as melhores e piores práticas para a adoção
de vales-presente”.
As empresas deveriam capturar dados de hábitos e preferências
dos clientes, a fim de reunir o maior número de informações
possível. Para otimizar o uso dos vales, é possível
começar de maneira simples. Um bom exemplo é
o da Best Buy, “quando um vale-presente é comprado,
eles solicitam o e-mail da pessoa a ser presenteada”,
continua Ilberg, “para alertarem o futuro cliente de
que a loja o espera”.
A rede de cafeterias Starbucks também trabalha com
uma forma interessante de captura de informações
ao solicitar que os compradores do vale registrem-se on-line.
“Dessa forma, se a pessoa perder o vale, a sua substituição
é instantânea”, diz Ilberg.
Sem um sistema que ajude a entender quem compra e quem utiliza
o cartão, o mercado consumidor continuará anônimo
e as oportunidades de relacionamento continuarão sendo
perdidas.
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