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A
Ciência por trás da experiência do Cliente
Por Eric Krell, Escritor Colaborador
((www.1to1.com.br)
"A experiência do cliente não pode mais
ser qualificada como uma iniciativa abstrata. Foi o que afirmaram
os pesquisadores que “mergulharam” na mente de
vários clientes para descobrir fatores quantitativos
acerca do que pode melhorar ou danificar a percepção
que um cliente tem sobre a empresa.
“Buscamos identificar e entender todos os fatores necessários
para planejar e gerenciar a experiência dos clientes”,
diz Jeneanne Rae, presidenta e co-fundadora da empresa de
pesquisas Peer Insight.
A pesquisa, que ainda está em andamento, já
incluiu entrevistas com mais de 1.000 profissionais e tem
como objetivo verificar como as empresas segmentam seus clientes,
mapeiam os pontos de contato com o cliente e ranqueiam cada
ponto de contato com base no impacto que podem ter na experiência
do cliente.
O termo “experiência do cliente” é
muito discutido nos círculos executivos como uma idéia
abstrata que deve ser encarada com seriedade. Entretanto,
determinar o valor da experiência utilizando métodos
analíticos e quantitativaos é algo que está
apenas começando a ganhar forma. As análises
utilizadas atualmente aliam indicadores financeiros a métricas
da experiência do cliente. “Em uma situação
ideal, temos dados de pesquisas e análises com custos
e receita para gerar correlações precisas”,
afirma Rob Kaplan-Sherman, vice-presidente e diretor de pesquisas
para a LRA Worldwide.
A importância do gerenciamento da experiência
proporcionada ao cliente está crescendo por dois motivos:
1) as empresas que adotaram esta gestão têm apresentado
melhores resultados financeiros que seus concorrentes e 2)
profissionais e especialistas no assunto estão aprimorando
a relação entre a gestão da experiência
do cliente e os resultados finais para a empresa.
Rae, da Peer Insight, explica que é possível
diferenciar os clientes para oferecer uma experiência
mais personalizada e isso traz fidelidade. Ao aumentar a fidelidade
dos clientes, os tradicionais gastos com marketing diminuem,
já que o boca-a-boca passa a ser maior.
Kaplan-Sherman afirma que o retorno de uma boa gestão
da experiência do cliente “pode ser demonstrado
empiricamente. Existem diferentes componentes nessa experiência
que podem impactar diretamente os negócios de uma empresa,
seja positiva ou negativamente”. Rae cita como exemplo
os funcionários da rede Starbucks, que surpreendem
e cativam os clientes ao fornecer amostras grátis de
novos itens do cardápio.
Práticas emergentes
Não há uma fórmula universal para medir
o retorno sobre o investimento (ROI) na experiência
do cliente. O processo para se determinar o ROI varia de empresa
para empresa e depende do quão organizadas, acuradas
e detalhadas são as informações que a
empresa possui.
Companhias como a Amazon, Apple, McDonalds, Starbucks e Starwood
Hotéis possuem a habilidade de examinar e entender,
em níveis detalhados, o que ocorre em cada ponto de
contato e onde a experiência do cliente melhora ou destrói
a impressão que este pode ter sobre a empresa. Rae,
Kaplan-Sherman, e Temkin listam algumas dicas para mapear
e gerenciar a experiência com sucesso:
De Cima para Baixo
"A alta administração precisa estar completamente
engajada com os esforços”, afirma Temkin. “Isso
consistie em entender claramente e comunicar como a experiência
deveria ser, identificando o quais comportamentos da empresa
podem levar o cliente a atingir os resultados financeiros
desejados”, adiciona Kaplan-Sherman.
Conhecimento de Marca
Rae e Temkin concordam que empresas bem sucedidas em mapear
a experiência do cliente com sucesso utilizam cada ponto
de contato com o cliente como uma oportunidade de reforçar
a marca. Para que isso ocorra, os funcionários também
precisam compreender e abraçar a causa do cliente e
a marca.
Participação dos
Clientes
Muitas empresas convidam clientes para participar do processo
de design e testes de produtos. Rae cita o centro de inovação
do McDonalds como uma boa prática. Quarenta funcionários
planejam e observam simulações em um “estúdio
de experiência do cliente", para então aplicar
as lições na melhoria dos pontos de contato
da empresa.
Feeling
Muitas empresas que alcançaram sucesso na gestão
da experiência do cliente combinam a análise
de dados com o “feeling” dos funcionários,
observam Rae e Temkin. Os funcionários precisam de
autonomia para resolver os problemas dos clientes. Temkin
sugere que “as empresas deveriam combinar data mining
com algumas técnicas ‘antigas’, como conversar
com os clientes e observar a sua experiência com a empresa”.
“É necessário investir nessa ‘jornada’
que o cliente vem trilhando com a organização.
Primeiro, devemos analisar o modelo de segmentação
e selecionar o nosso público-alvo. Depois, precisamos
dar todo o suporte para esses clientes, tentando entender
quais são suas preferências e necessidades”,
conclui Rae.
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